Na indolência do cotidiano
A paz para estar em par com Deus
É saber que Ele me deu você.
Tempestades e tormentas
Dias de sol e alegrias
Só há conforto e aconchego em você.
Erros e acertos
Risadas e bocejos
Só há sentido por ter você.
Brigas e desafetos
Conquistas e vitórias
Só haveriam de ser com você.
Nas derrotas de um momento
Um no outro sempre encontramos acalento.
Nas pipocas no sofá
Nos doces infinitos a comer
Não há Netflix sem você.
Quando estou distante
O meu pensamento é só seu.
Só quero te amar e cuidar de você.
Existir e viver nem sempre é fácil
Admito e preciso te dizer.
Mas tudo é melhor por saber que ao fim do dia
Quando chega a hora de fechar os olhos
Sei que ao abri-los verei ao meu lado você.
Todo esse texto deste tolo que te escreve
Com rimas pobres e talvez clichês
Que se apavora com a idéia de te perder
É por te amar sem medida.
É somente para dizer que somos um
Sou mais eu por que sou você.
quinta-feira, 10 de novembro de 2016
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
365 dias de Luiza
Minha Luiza...
Um dia você terá uma breve noção do quanto eu repeti a frase com qual começo esse texto em cada canto de minha alma.
Ser pai é, definitivamente, algo inexplicável. Mas ser o SEU pai é inefável. Não há palavras que possam expressar tamanho amor e tamanha gratidão à Deus pela dádiva que você é.
Eu deveria falar pra você o quanto sua mãe representa no homem/marido/pai que me tornei. Ela tem que saber que amá-la sempre foi fácil. Que os dias só fazem sentido quando ela está comigo.
Mas, ela faz aniversário daqui 5 dias. Então eu esperarei pacientemente pra dizer que ela é o meu amor e minha vida até lá.
Você um dia vai ver quantas pessoas incríveis te amam e querem seu bem. Não vou enumerar para não cometer a gafe de esquecer alguém, mas saiba que amor não vai faltar pra você.
Provavelmente, filha, você não lembrará do seu 1 ano. Mas pode ter certeza que para mim será o mais inesquecível e maravilhoso.
Há 1 ano que você transformou minha vida para sempre e posso afirmar que meu mundo ficou muito melhor depois que você chegou.
Eu rogo à Deus todos os dias para ser digno e merecedor de cada sorriso de 4 dentes que você me dá quando chego na creche pra te buscar.
Em cada farra na cama quando sua mãe me acorda com você puxando meus cabelos.
Nas noites mal dormidas só pra ter certeza que você estava bem.
Na sensação única de ver você adormecida em meus braços.
Do seu cheirinho delicioso após nossos banhos repletos de cantoria e gargalhadas.
Cada dia é um novo universo e pode ter certeza que vamos explorar cada um deles juntos.
Te amo como jamais imaginei que pudesse amar...
Como sempre digo a sua mãe: Vamos juntos! Somos um!
Um dia você terá uma breve noção do quanto eu repeti a frase com qual começo esse texto em cada canto de minha alma.
Ser pai é, definitivamente, algo inexplicável. Mas ser o SEU pai é inefável. Não há palavras que possam expressar tamanho amor e tamanha gratidão à Deus pela dádiva que você é.
Eu deveria falar pra você o quanto sua mãe representa no homem/marido/pai que me tornei. Ela tem que saber que amá-la sempre foi fácil. Que os dias só fazem sentido quando ela está comigo.
Mas, ela faz aniversário daqui 5 dias. Então eu esperarei pacientemente pra dizer que ela é o meu amor e minha vida até lá.
Você um dia vai ver quantas pessoas incríveis te amam e querem seu bem. Não vou enumerar para não cometer a gafe de esquecer alguém, mas saiba que amor não vai faltar pra você.
Provavelmente, filha, você não lembrará do seu 1 ano. Mas pode ter certeza que para mim será o mais inesquecível e maravilhoso.
Há 1 ano que você transformou minha vida para sempre e posso afirmar que meu mundo ficou muito melhor depois que você chegou.
Eu rogo à Deus todos os dias para ser digno e merecedor de cada sorriso de 4 dentes que você me dá quando chego na creche pra te buscar.
Em cada farra na cama quando sua mãe me acorda com você puxando meus cabelos.
Nas noites mal dormidas só pra ter certeza que você estava bem.
Na sensação única de ver você adormecida em meus braços.
Do seu cheirinho delicioso após nossos banhos repletos de cantoria e gargalhadas.
Cada dia é um novo universo e pode ter certeza que vamos explorar cada um deles juntos.
Te amo como jamais imaginei que pudesse amar...
Como sempre digo a sua mãe: Vamos juntos! Somos um!
segunda-feira, 2 de março de 2015
Minha Luiza
Ah, filha...
Seu pai um dia já se considerou poeta
Achava que através do infinito universo das palavras
Saberia desbravar todos os caminhos da alma
Saltitaria entre as batidas do errante coração
Mas me enganei, filha... Ainda bem!
Hoje que tenho você tudo mudou.
Seu pai é apenas um simples aprendiz do teu amor!
Ah, minha Luiza...
Há tanta beleza que você precisa contemplar!
Tantas cores que existem num pôr-do-sol
Infinitas belezas num jardim na primavera
O som do vento acariciando sua face
Sentir a água do mar molhar os pés na areia
Ah, minha princesa...
Há tantos sons que preciso dividir com você
Tantos banhos de chuva que iremos tomar
Tantas experiências que vamos experimentar
Milhares e infinitas descobertas por segundo
Temos tanto, tanto por fazer!
Um mundo inteiro por desbravar
Não poderei te emprestar meus olhos
Terás que ver este mundo com os seus próprios
Não poderei te emprestar meu coração
Terás que descobrir os sentimentos por si só
Mas também terás em mim o melhor amigo
Aquele que te abraçará em cada tombo
Que fará sarar cada machucado com um beijo
Quem vibrará a cada vitória e conquista
E que estará ao seu lado nas derrotas e lições
Ah, minha vida...
Me transborda a alma de alegria te ter
Perpetuação do meu amor com sua mãe
Sangue do nosso sangue, alma da nossa alma.
Não vejo a hora de em meus braços você estar.
Somos gratos ao Pai Maior pela sua chegada.
Um dia disse a sua mãe que a encontrei numa estrada...
Era a estrada onde habitavam meus sonhos.
E na busca pelo maior sonho chegamos à você!
Seja bem vinda, minha filha.
Nesse lar que Deus te escolheu
Todo amor do mundo te espera.
Hoje posso cantar como sempre sonhei
Hei de revelar a você, meu bebê,
Os sete mil amores que guardei
Somente pra te dar...
Luiza, minha Luiza, minha filha!
Seu pai um dia já se considerou poeta
Achava que através do infinito universo das palavras
Saberia desbravar todos os caminhos da alma
Saltitaria entre as batidas do errante coração
Mas me enganei, filha... Ainda bem!
Hoje que tenho você tudo mudou.
Seu pai é apenas um simples aprendiz do teu amor!
Ah, minha Luiza...
Há tanta beleza que você precisa contemplar!
Tantas cores que existem num pôr-do-sol
Infinitas belezas num jardim na primavera
O som do vento acariciando sua face
Sentir a água do mar molhar os pés na areia
Ah, minha princesa...
Há tantos sons que preciso dividir com você
Tantos banhos de chuva que iremos tomar
Tantas experiências que vamos experimentar
Milhares e infinitas descobertas por segundo
Temos tanto, tanto por fazer!
Um mundo inteiro por desbravar
Não poderei te emprestar meus olhos
Terás que ver este mundo com os seus próprios
Não poderei te emprestar meu coração
Terás que descobrir os sentimentos por si só
Mas também terás em mim o melhor amigo
Aquele que te abraçará em cada tombo
Que fará sarar cada machucado com um beijo
Quem vibrará a cada vitória e conquista
E que estará ao seu lado nas derrotas e lições
Ah, minha vida...
Me transborda a alma de alegria te ter
Perpetuação do meu amor com sua mãe
Sangue do nosso sangue, alma da nossa alma.
Não vejo a hora de em meus braços você estar.
Somos gratos ao Pai Maior pela sua chegada.
Um dia disse a sua mãe que a encontrei numa estrada...
Era a estrada onde habitavam meus sonhos.
E na busca pelo maior sonho chegamos à você!
Seja bem vinda, minha filha.
Nesse lar que Deus te escolheu
Todo amor do mundo te espera.
Hoje posso cantar como sempre sonhei
Hei de revelar a você, meu bebê,
Os sete mil amores que guardei
Somente pra te dar...
Luiza, minha Luiza, minha filha!
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Aurora
Vem, me domina com teus olhos de bruma
Enlaça tuas pernas em minha cintura
Envolva tuas mão em minha nuca
Me levando a outro universo de sentidos
Vem, me ilumina com teu sorriso
Segure a minha mão quando houver escuridão
Afague minha alma com teu beijo
E no meu abraço sempre terás refúgio
Vem, me mostra como viver é bom
Que todo o propósito se faz no amor
E que mesmo em face do indolente tempo
O nosso se conjugará pela eternidade
Vem, se aninhe em meu peito
Sinta minha respiração e o bater do coração
Cada batida é minha maior motivação
De transformar seus dias em felicidade
Vem, sou seu a qualquer hora
Sem você nada faz sentido
Te quero tanto quanto o ar que respiro
Caminhando na estrada dos meus sonhos contigo
Você veio...
Você está...
Você é...
Se a vida há de me mostrar dias negros
A paz também há de reinar em meu coração
Pois ter você me traz a sutil certeza
De que te ter e te amar é tão sublime e natural
Quanto um novo dia em sua nova aurora.
Enlaça tuas pernas em minha cintura
Envolva tuas mão em minha nuca
Me levando a outro universo de sentidos
Vem, me ilumina com teu sorriso
Segure a minha mão quando houver escuridão
Afague minha alma com teu beijo
E no meu abraço sempre terás refúgio
Vem, me mostra como viver é bom
Que todo o propósito se faz no amor
E que mesmo em face do indolente tempo
O nosso se conjugará pela eternidade
Vem, se aninhe em meu peito
Sinta minha respiração e o bater do coração
Cada batida é minha maior motivação
De transformar seus dias em felicidade
Vem, sou seu a qualquer hora
Sem você nada faz sentido
Te quero tanto quanto o ar que respiro
Caminhando na estrada dos meus sonhos contigo
Você veio...
Você está...
Você é...
Se a vida há de me mostrar dias negros
A paz também há de reinar em meu coração
Pois ter você me traz a sutil certeza
De que te ter e te amar é tão sublime e natural
Quanto um novo dia em sua nova aurora.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
O Amor e a Saudade
Nesta primeira noite após o carnaval
Na longa madrugada uma maldição me acometeu
Se atirava em puro açoite contra meu corpo
Não permitia que meus olhos cerrassem
Entorpecia meus movimentos lentamente
Tentava de todas as formas escapar
Mas todos os esforços eram em vão...
Acalmei meu espírito e busquei o silêncio
Almejava que algum espírito nobre
Que por boa vontade ali passasse me ouvisse
E me fosse mostrada a razão da angústia infinda
Eis que um personagem insólito surge em meu clamor
Meu coração entoou a resposta quase numa prece
A batida me dizia repetidamente:
SAU-DA-DE!
CA-RO-LI-NA!
Então todo o mal passara e respirei fundo
Senti o cheiro de seus cabelos no travesseiro e sorri
Lembrei-me da sua mão abraçando meu peito
Da sua respiração quente contra meu corpo
O som da sua risada abrasava minha alma
Estar com ela era estar em paz
Sentir como se a cada adormecer e cada despertar
Renasceria só para ver mais uma vez o seu olhar
Tive certeza que ela estará sempre ali
E que a partir de hoje, ao olhar pra trás
Haveria de ver sempre mais um par de pés na areia
Juntos rumo ao nascer do sol dos nossos sonhos
Enquanto o mar da eternidade beijaria nossos pés
Lavando o caminho do nosso amor com graça e dádiva
E no horizonte infinito as trilhas se fundem
Duas almas se tornam uma e o universo sorri
E assim este apaixonado se livrou da maldição
O amor e a saudade foram seu livramento
Somente assim adormeceu, então...
sábado, 29 de dezembro de 2012
Esse amor, meu amor, minha Carolina!
Há muito passara a crer que não seria possível.
Não haveriam mais verões onde o sol brilhasse
Ou primaveras onde as flores desabrochassem
Somente existiriam longos outonos cinzas
E eternos invernos frios e desbotados de vida.
Mas o porvir sempre há de nos surpreender
E eis que a esperança tão clamada pelo poeta,
De forma surpreendente, o acometeu neste verão.
Em cada palavra se entoava um encanto
Ela carrega em si um sorriso de raro esplendor
Sua risada é luz que irradia e contagia meu ser
A minha felicidade se faz na dela a cada momento
E o abraço dela... Ah! O abraço dela!
Em cada abraço um novo universo se cria em nosso querer
Tudo se traduz no silêncio de sua respiração
Enquanto a observo dormir embalada em seus sonhos
Não há mais niguém que eu queira olhar ao acordar
Só ela, somente ela e ninguém mais.
Não há outro perfume que eu queira sentir
Exalando de seus cabelos, sua pele e seu corpo.
Que traz consigo a doçura das flores
E o desejo inflamado a cada toque e olhar trocado.
A desejo tanto, muito, amiúde e a todo momento
E em sua boca encontro o doce veneno que me domina
Me fazendo perder a sanidade e mergulhar em seu gozo
Sem preocupar-me com o amanhã, pois a tenho hoje (e sempre)
E o nosso tempo de amar, querer e desejar é diferente
O nosso tempo se conjuga eternamente.
Tudo isso tem nome e se chama amor.
Esse amor, meu amor, minha Carolina!
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Melífluo
Inconformado o poeta estava
Galgando passos arrastados em sua alma
Buscava as palavras perdidas em seu ser
Aquelas que se perderam nas lágrimas
No suor e na batalha aguerrida pela vida
No crer do porvir de cada dia
Sonhando em dias melhores em cada raiar
Onde pudesse ao menos vislumbrar ideais
De amor, esperança e felicidade banais
Algo que fosse ao menos por um dia suave
Saboroso e melífluo de vivenciar
Sentia-se vulnerável em suas lembranças
Infantil em seus sonhos mais secretos
Almejando frivolidades em seu âmago
Tinha vergonha de quando queria chorar
Ou até mesmo rir sozinho de si
Fazer de sua desgraça sua melhor comédia
Atear fogo em tudo aquilo que lhe consumia
E brincar correndo através das cinzas de si
Enterrar todo o mal que lhe nascia
Colhendo os futuros sorrisos irônicos do passado
E perguntava-se incansavelmente se tudo era apenas
Um protesto feito em silêncio
Por estar deveras cansado de suas noites
As suas longas e eternas noites solitárias...
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Lethes
Mergulhara na madrugada confiante e cego
Presenteava a desconhecida com suas palavras
Concedia à ela seus sentimentos mais puros
Deu-lhe a chance de ter um fragmento simples
Mas ainda raro de sua pobre alma de poeta.
A desconhecida surge no momento mais oportuno
Sentia-se perdido, em desalinho com o mundo
Mas não com ela, não com seu compasso
Ela ousava dançar além das notas cotidianas
Pensava além da sinfonia do senso comum
Presenteava o poeta com sua doçura ímpar
Sem ao menos imaginar o papel que desempenhava
Que em uma noite poderia lhe salvar a alma
Pois este trazia n'alma a tristeza do mundo
Que mal lhe cabia de tão rota que é sua carcaça
Ela apresentou-lhe o caminho mítico do passado
Mostrara um rio onde muitos ousaram se banhar
Mas poucos saíram incólumes de suas águas
Águas estas que prometiam o livramento
O esquecimento das lamúrias que acometiam a alma
Mas ele, tolamente, ousou mergulhar...
Queria esquecer do que lhe mais causara dor
Mas ao mesmo tempo não se permitiu lembrar
Que tudo o que deveria ser deixado pra trás
Era somente o primeiro passo para o começo
Um começo que a desconhecida, em toda sua ousadia
Ofertou-lhe docemente sem nada cobrar.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Kings of Convenience
Como bom viciado em música, conheci uma banda – na verdade
um duo - há pouquíssimo tempo e suas letras e melodias tem me chamado muita
atenção. O duo se chama Kings Of Convenience. O som tem uma base bem indie, pop
e folk. Soa muito como Simon & Garfunkel mais modernos. Vale a pena conhecer.
Mas enfim, uma música deles em especial é o mote para o que
pretendo escrever hoje. A música se chama “The Weight of My Words”. No fim do texto tem a música. Clica lá!
Após um período diria eu, conturbado, precisava urgentemente
voltar meus olhos para mim, minhas atitudes e treinar a velha autocrítica.
Cheguei numa conclusão simples: eu estava me sufocando. E, por conseguinte,
acabei sufocando e afastando coisas e pessoas que eu não queria. Acabei sendo
egoísta e esperei muito mais pelos conceitos (da minha nobre mente insana) das
coisas e das pessoas ao invés de simplesmente enxergar o que e quem elas são.
Digo não só egoísta, mas também contraditório. Agi contra
aquilo que tento fazer diferente, que é não demandar e esperar do outro e
acabar esquecendo de olhar para mim e o meu papel com o outro. Acabei por dar ouvidos
a insensatez, a afobação das minhas próprias demandas emocionais, sentimentais,
psicológicas e etc, etc, etc... Não soube equilibrar. Talvez seja isso.
Pra contextualizar o que a música “me disse”, vou fazendo
uns breves recortes já traduzidos. Na verdade são trechos dela que me serviram.
Recortes muito bons...
Logo de cara o título já coloca pra pensar: O Peso das Minhas Palavras. Nem preciso
explanar muito sobre o peso e valor delas, né? Já diria Clarice Lispector que “A
palavra é o meu domínio sobre o mundo”.
Nas primeiras estrofes a música me traduziu. Ela diz que "há muitas coisas que eu gostaria de lhe dizer mas que perdi meu jeito.
Perdi as palavras." E segue com “há
muito lugares que eu gostaria de ir. Mas eu não consigo achar a chave para
abrir minha porta.”
Acho que em algum momento eu perdi as palavras, o jeito, a sensatez
e, como fim, me perdi . Isso acaba sendo positivo por que me colocou hoje na
postura de quem escreve tudo isso em busca de humildade pra reconhecer-se
falho. De quem necessariamente não suporta além de ser falho com o outro, ser
consigo próprio. Às vezes nos boicotamos sem nem perceber.
É um processo natural e até mesmo banal, dependendo do ponto
de vista. Porém, pensemos em quantas banalidades jogamos para “debaixo do
tapete”. Uma hora vai faltar tapete ou vai sobrar tanta banalidade que teremos
sérios problemas.
No fim desse texto a única coisa que lembro é de que sinto
saudade. Saudade não só de quem passou, mas também de mim. De quem fui e até
mesmo do que serei. De um tempo em que de um jeito ou de outro sorrir era mais
simples, inexplicavelmente. Um tempo de sorrisos com os olhos. Sorrisos que vem
da alma. Saudosismo louco, não?!
Valeu, Kings!
“Sem música a vida seria um erro” (Nietzsche)
domingo, 9 de setembro de 2012
Essa tal felicidade...
Aquele dia em que paramos para fazer um apanhado histórico e crítico de nós mesmos. Vai acabar sendo um devaneio louco, mas voemos alto...
Me pego olhando uma caixa antiga com cartas de outrora, livros antigos e recentes. Uns comprados, roubados, ganhados... Fotografias do passado, presente e até mesmo do futuro (sim, eu realizo e visualizo aquilo que eu quero). Alguns bons sentimentos, sorrisos, lágrimas, promessas cumpridas, outras não... Perguntas sem resposta e uma inquietação constante.
Relembrando momentos que parecem pequenos diante da grandeza do tempo e que fazem total sentido nas escolhas que fazemos hoje. Aprendi que somos seres históricos e como tal, não podemos abdicar daquilo que passou em detrimento do que virá. É a velha história de que no fim das contas não há o conceito de Ser. Há somente o Haver. Existimos. Ponto!
Certas coisas que em outros tempos eu poderia jurar que jamais faria hoje são extremamente necessárias ao meu cotidiano. Isso é estranho? Não. É somente transição, transformação, evolução. Depois de todo esse blá-blá-blá demodé, acabo me atirando contra a tal felicidade e as famigeradas relações humanas.
Essa ditadura da felicidade que consome o mundo (e a mim também) cega, adoecendo nosso corpo e nossa alma. Esse descaso que damos a forma como nos relacionamos com o outro e com nós mesmos é insana. A falta de valor àquilo que falamos sem saber o quanto de poder a palavra tem e como isso influencia o outro...
“A depressão é a doença de uma sociedade que decidiu ser feliz a todo preço. Não se tolera mais a fragilidade. Tudo é visto sob o ângulo da patologia. Aí temos de medicar a existência. É desumano.”
(Pascal Bruckner)
Poderia falar de como as pessoas estão sempre vivendo à sombra de algo. Do trabalho, de Deus, da falta ou excesso de dinheiro, das desculpas esfarrapadas de que seu tempo não lhe permite agregar tudo aquilo que se quer. No fim das contas elas estão vivendo à sombra delas mesmas e da falta de amor próprio e sensibilidade de se enxergar enquanto indivíduo que possui demandas psicológicas e emocionais. As pessoas precisam se levar mais a sério!
Aproveitando o conceito do sociólogo Zygmunt Bauman, vivemos em tempos onde a modernidade e o amor são líquidos (não conhece? Dá um Google e pesquise que vale a pena conhecer a idéia e o conceito). Cada vez mais as relações são doentias, volúveis e efêmeras. Essa insegurança e medo de se relacionar mostra que os indivíduos estão sendo ensinados a não se apegar a nada para não se sentirem sozinhos. A nossa sociedade “moderna” não pensa mais na qualidade, mas sim na quantidade. Quanto mais relacionamentos eu tiver, melhor, quanto mais dinheiro tiver, melhor. O consumismo é muito grande e as pessoas compram não por desejo ou necessidade, mas por impulso e isso ocorre também nas relações humanas.
Pra quê se esforçar em entender e conviver com o outro quando a idéia moderna da “insatisfação constante” rege essa sinfonia? Basta trocar! Evita desgaste, lágrimas, comprometimento e a exposição de quem somos e como nos sentimos realmente.
Ainda citando Bruckner, que responde o que seria a felicidade real, não idealizada:
Um sentimento sem objeto preestabelecido, algo que muda de acordo com a pessoa, com a época e com a idade. Nós a encontramos em alguns momentos, mas ela é fugidia por natureza, não vem quando a chamamos e às vezes chega quando menos esperamos. Há dois erros básicos na forma como a encaramos atualmente. Um é não reconhecê-la quando acontece ou considerá-la muito banal ou medíocre para acolhê-la. O segundo erro é o desejo de retê-la, como a uma propriedade. Jacques Prévert tem uma frase linda sobre isso: 'Reconheço a felicidade pelo barulho que ela faz ao partir'. A ilusão contemporânea é a da dominação da felicidade. Um triste erro.
Nós só nascemos de fato quando lançamos um olhar inteligente sob nós mesmos. Rever sempre os conceitos e não querer obtê-los. Não adianta guardar pra si a intangível transformação. Sejamos a transformação e livremo-nos da soberba ignorância que nos afasta do amor próprio.
Voemos alto meus caros. Alto o suficiente para não mais vivermos à sombra e margem de nós mesmos...
domingo, 22 de julho de 2012
Amor Perdido
Hoje o poeta há muito esquecido
Escreve humildemente em clamor
Num tom de súplica àquele que sempre, inevitavelmente, foi seu maior caminho.
Ah,amor! Por onde andas?
Se ainda consegues me ouvir,escuta e vem!
Mesmo que seja só para dizer adeus.
Qualquer palavra tua é suficiente a minha alma.
Talvez meu o erro tenha sido amar-te em demasia
Ou a inocência de não entender o seu tempo
E esperar que seus olhos vissem tudo como os meus.
Crer que poderíamos fazer melhorar com o tempo
Onde só a sua companhia foi alegria em meu coração
E que todo o encanto de um dia se fazia em seu sorriso.
O meu tato sempre buscou tua pele e teu corpo.
Através de ti vi o passado se distanciar
Acreditando num futuro lindo que virá.
Mesmo sem entender,entreguei tudo à Deus.
Deus se traduziu no sentimento mais puro que lhe ofereci
O melhor de mim é o meu amor em plenitude.
E na pureza do sentimento hei de ouvir a palavra
Para encontrar o caminho que me leve até a felicidade.
Rogo com toda a força e fé que isso seja suficiente
Não só para Ele,mas também para você.
Que a semente de fé e esperança em mim plantada,
Me oferecendo a mais linda flor no jardim da alma
Que há muito vinha perdido num longo inverno,
Fosse em igual beleza à você.
Já fui feliz por ter sido merecedor de ter você,
Mesmo que por um minuto,um dia ou um ano.
Que essa poesia ganhe tom de oração
E invada seu corpo e espírito como unção.
Que Deus lhe conceda a graça de sentir esse amor
Dado por ele à mim como graça e dádiva.
Assim como Ele,estou de braços abertos pra ti. (Nunca mais...)
Escreve humildemente em clamor
Num tom de súplica àquele que sempre, inevitavelmente, foi seu maior caminho.
Ah,amor! Por onde andas?
Se ainda consegues me ouvir,escuta e vem!
Mesmo que seja só para dizer adeus.
Qualquer palavra tua é suficiente a minha alma.
Talvez meu o erro tenha sido amar-te em demasia
Ou a inocência de não entender o seu tempo
E esperar que seus olhos vissem tudo como os meus.
Crer que poderíamos fazer melhorar com o tempo
Onde só a sua companhia foi alegria em meu coração
E que todo o encanto de um dia se fazia em seu sorriso.
O meu tato sempre buscou tua pele e teu corpo.
Através de ti vi o passado se distanciar
Acreditando num futuro lindo que virá.
Mesmo sem entender,entreguei tudo à Deus.
Deus se traduziu no sentimento mais puro que lhe ofereci
O melhor de mim é o meu amor em plenitude.
E na pureza do sentimento hei de ouvir a palavra
Para encontrar o caminho que me leve até a felicidade.
Rogo com toda a força e fé que isso seja suficiente
Não só para Ele,mas também para você.
Que a semente de fé e esperança em mim plantada,
Me oferecendo a mais linda flor no jardim da alma
Que há muito vinha perdido num longo inverno,
Fosse em igual beleza à você.
Já fui feliz por ter sido merecedor de ter você,
Mesmo que por um minuto,um dia ou um ano.
Que essa poesia ganhe tom de oração
E invada seu corpo e espírito como unção.
Que Deus lhe conceda a graça de sentir esse amor
Dado por ele à mim como graça e dádiva.
Assim como Ele,estou de braços abertos pra ti. (Nunca mais...)
sexta-feira, 23 de março de 2012
Palco da Existência
A existência é o camarote para mirarmos em seus olhos
Os olhos taciturnos do inevitável tempo.
Entre um sonho inacabado e um futuro desconhecido
Seres que habitam corpos plásticos,
Mentes vazias e sentimentos fragmentados.
Mas ainda há esperanças para a humanidade.
Resta o sentimento do crer independente da fé
Um crer na potência de que ser humano é ser divino.
Crer que a dor há de deixar de ser dor unicamente
Para que se possa sentir o gozo do alívio da alma.
A honestidade e ingenuidade nestes tempos de cólera
Indo de encontro ao horror e iniquidade que assolam os homens,
Ancorando as almas no porto da tristeza e solidão.
É chegado o tempo de livra-se das amarras do corpo
Abandonar os grilhões que aprisionam o espírito.
Um novo horizonte há de surgir para quem aceitar
Que somente através do amor se encontra a felicidade
Amor traduzido em cada gesto consigo e com o outro.
Felicidade sem amar é o mesmo que tentar viver
Sem conseguir encontrar ar para respirar.
Os olhos taciturnos do inevitável tempo.
Entre um sonho inacabado e um futuro desconhecido
Seres que habitam corpos plásticos,
Mentes vazias e sentimentos fragmentados.
Mas ainda há esperanças para a humanidade.
Resta o sentimento do crer independente da fé
Um crer na potência de que ser humano é ser divino.
Crer que a dor há de deixar de ser dor unicamente
Para que se possa sentir o gozo do alívio da alma.
A honestidade e ingenuidade nestes tempos de cólera
Indo de encontro ao horror e iniquidade que assolam os homens,
Ancorando as almas no porto da tristeza e solidão.
É chegado o tempo de livra-se das amarras do corpo
Abandonar os grilhões que aprisionam o espírito.
Um novo horizonte há de surgir para quem aceitar
Que somente através do amor se encontra a felicidade
Amor traduzido em cada gesto consigo e com o outro.
Felicidade sem amar é o mesmo que tentar viver
Sem conseguir encontrar ar para respirar.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Uma Nova Estação
Em tempos onde tudo parece padecer
Com sentimentos há muito esquecidos
Talvez pela descrença de acreditar em sua volta
Eis que o destino prega peças no porvir
Seus ventos trazem motivos de risos sem hora
Motivos com cabelos da cor do sol
E um sorriso que tem o poder de ser luz
Sem notar, me estendeu sua mão invisível
Me levando a um novo universo de sentidos
E em seus silêncios me deu forças
Forças pra explorar o desconhecido e a mim
Ansiando mergulhar em cada gesto e cada respirar
Sem saber o que há adiante além de ti em plenitude
E fica cada vez mais claro que nossa vida é como a natureza
Somos eternas estações, eternas transições
Depois de um tempo permeando outono e inverno
Através de ti vivo um chegar de primavera
Deixo as portas abertas pra você entrar sem pedir licença
E crer que podemos encontrar um novo tempo
Um tempo em que ansiamos felicidade, única e simplesmente
Sem olhar pro ontem, tornando o hoje eterno em cada momento
Na espera de um amanhã onde a única certeza será nossa presença
Lado a lado, pra viver uma nova estação das nossas vidas.
Com sentimentos há muito esquecidos
Talvez pela descrença de acreditar em sua volta
Eis que o destino prega peças no porvir
Seus ventos trazem motivos de risos sem hora
Motivos com cabelos da cor do sol
E um sorriso que tem o poder de ser luz
Sem notar, me estendeu sua mão invisível
Me levando a um novo universo de sentidos
E em seus silêncios me deu forças
Forças pra explorar o desconhecido e a mim
Ansiando mergulhar em cada gesto e cada respirar
Sem saber o que há adiante além de ti em plenitude
E fica cada vez mais claro que nossa vida é como a natureza
Somos eternas estações, eternas transições
Depois de um tempo permeando outono e inverno
Através de ti vivo um chegar de primavera
Deixo as portas abertas pra você entrar sem pedir licença
E crer que podemos encontrar um novo tempo
Um tempo em que ansiamos felicidade, única e simplesmente
Sem olhar pro ontem, tornando o hoje eterno em cada momento
Na espera de um amanhã onde a única certeza será nossa presença
Lado a lado, pra viver uma nova estação das nossas vidas.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Dias de Tormenta
Que venham os dias de tormenta
Afundando minha alma em dúvidas
Com suas ondas atirando-se em meus olhos
Travestindo-se em lágrimas disfarçadas
E no suor da tensão que precede cada dia em seu nascer.
Que venha o céu enegrecido no horizonte
E suas nuvens carregadas de tristeza e solidão
Com tempestades elétricas percorrendo meu corpo
Oras anestesiando, oras envolvendo...
Que venham os furacões para abalar minhas raízes
Movimentar o velho e roto tronco que me sustenta
Deixar as folhas de outras primaveras se perderem
Sendo levadas pelo vento frio do outono amargo
Que eu possa me estilhaçar de encontro ao chão
E com toda a paciência hei de me reconstruir
Agregar novas peças de amor e felicidade
Deixando todo o mal e toda a saudade pra trás
Rogando forças por coragem...
Apenas pequenas coragens que me impulsionem
A mergulhar num abismo onde não importa onde,
Quando ou por quê... Pois de certo eu sei,
Somente estando perdido é que um dia me encontrarei.
Afundando minha alma em dúvidas
Com suas ondas atirando-se em meus olhos
Travestindo-se em lágrimas disfarçadas
E no suor da tensão que precede cada dia em seu nascer.
Que venha o céu enegrecido no horizonte
E suas nuvens carregadas de tristeza e solidão
Com tempestades elétricas percorrendo meu corpo
Oras anestesiando, oras envolvendo...
Que venham os furacões para abalar minhas raízes
Movimentar o velho e roto tronco que me sustenta
Deixar as folhas de outras primaveras se perderem
Sendo levadas pelo vento frio do outono amargo
Que eu possa me estilhaçar de encontro ao chão
E com toda a paciência hei de me reconstruir
Agregar novas peças de amor e felicidade
Deixando todo o mal e toda a saudade pra trás
Rogando forças por coragem...
Apenas pequenas coragens que me impulsionem
A mergulhar num abismo onde não importa onde,
Quando ou por quê... Pois de certo eu sei,
Somente estando perdido é que um dia me encontrarei.
sábado, 12 de novembro de 2011
Janela da Alma
E aqui estou, olhando pela janela da alma do mundo
Contemplando esta linda confusão
Admirando o mar de gente acelerada
Sem face, somente suor e lágrimas
Um universo de dúvidas perpétuas
Que são tão sem resposta quanto a respiração
E inevitáveis quanto a existência.
Suas dores parecem escritas nas marcas do tempo
Refletindo nos cabelos brancos o caminho para paz
O peso da sabedoria adquirida que se perde na estrada
Dilui-se no afeto passado adiante e ressurge num sorriso
Sentimentos pretéritos que partem de nós sem despedida
Talvez assim seja melhor...
Deixar sob a cômoda da alma uma velha foto em preto e branco
Guardar num canto empoeirado da memória para não se perder
Almejar estar num lugar em que nunca tenha ido além
Alegremente além dos gestos que jamais ousei ter
Andar por aí como um nobre sem reino nem história
Mas tão mágico e efêmero que ao menor toque possa evaporar
Escrever cada dia como se fosse um conto
Mas há quem diga que todos os contos são mentiras
Embora nem toda mentira seja conto...
Só quero beijá-la mais uma vez para ter a certeza
Que em seus lábios encontrara a porta do paraíso
E que os meus estavam envenenados em minha ignorância
Por achar que ela poderia ser minha, mesmo que em sonhos..
Sim, deste conto não poderei fazer verdade.
Esta história está num pedestal alto demais
Tão alto que me falta altura para sequer tocá-la
Hei de admirá-la pela janela dos olhos do mundo
Enquanto seco dos meus as lágrimas de homem.
Contemplando esta linda confusão
Admirando o mar de gente acelerada
Sem face, somente suor e lágrimas
Um universo de dúvidas perpétuas
Que são tão sem resposta quanto a respiração
E inevitáveis quanto a existência.
Suas dores parecem escritas nas marcas do tempo
Refletindo nos cabelos brancos o caminho para paz
O peso da sabedoria adquirida que se perde na estrada
Dilui-se no afeto passado adiante e ressurge num sorriso
Sentimentos pretéritos que partem de nós sem despedida
Talvez assim seja melhor...
Deixar sob a cômoda da alma uma velha foto em preto e branco
Guardar num canto empoeirado da memória para não se perder
Almejar estar num lugar em que nunca tenha ido além
Alegremente além dos gestos que jamais ousei ter
Andar por aí como um nobre sem reino nem história
Mas tão mágico e efêmero que ao menor toque possa evaporar
Escrever cada dia como se fosse um conto
Mas há quem diga que todos os contos são mentiras
Embora nem toda mentira seja conto...
Só quero beijá-la mais uma vez para ter a certeza
Que em seus lábios encontrara a porta do paraíso
E que os meus estavam envenenados em minha ignorância
Por achar que ela poderia ser minha, mesmo que em sonhos..
Sim, deste conto não poderei fazer verdade.
Esta história está num pedestal alto demais
Tão alto que me falta altura para sequer tocá-la
Hei de admirá-la pela janela dos olhos do mundo
Enquanto seco dos meus as lágrimas de homem.
domingo, 23 de outubro de 2011
Novos Ventos
Um poeta que desaprendeu as palavras do amor
Que não mais ergue o esplendor de alguém seu
Trocou o cálice do doce vinho pelo amargo copo de café frio
Como aqueles servidos numa rodoviária de algum lugar esquecido por Deus
Talvez seja apenas a velha tolice e romantismos antiquados...
Hoje me sirvo das lágrimas do passado inóspito
De músicas que insistem em tocar notas de felicidade de outrora
E guardo em algum lugar de minh'alma uma ponta de fé.
Sim, há quem diga que os poetas são seres abdicados desta.
Pobres mortais...
Mal sabem que no fundo os poetas são navios de fé a deriva
Perderam-se no norte do acreditar e buscam um horizonte
Envergonham-se em silêncio desse crer na humanidade
Guardam sorrisos cabisbaixos diante da descrença em si
Dividem com o espelho os olhos embargados de lágrimas
E acreditam que nas horas de sono terão a ansiada paz
O mundo é surdo... É cego... Mudo em sua tola ignorância
Lamento não ter lágrimas para escrever tais palavras
Embrutecida a alma e dilapidado o coração, busco sentido
Encontrar uma fuga nessa estrada sinuosa e escura
E repito a todo momento que não posso mais ter saudade
Do que se foi e do que virá...
Que os novos ventos do porvir ousem balançar meu velho tronco
Livrando-me das folhas secas do passado
E que eu possa escutar meus passos pisando em tais folhas
Deixando para trás o velho inverno espalhado pela calçada da alma
Enquanto meus olhos observam as flores do futuro brotar
Orando em silêncio para nunca desaprender do velho dom de sonhar.
Que não mais ergue o esplendor de alguém seu
Trocou o cálice do doce vinho pelo amargo copo de café frio
Como aqueles servidos numa rodoviária de algum lugar esquecido por Deus
Talvez seja apenas a velha tolice e romantismos antiquados...
Hoje me sirvo das lágrimas do passado inóspito
De músicas que insistem em tocar notas de felicidade de outrora
E guardo em algum lugar de minh'alma uma ponta de fé.
Sim, há quem diga que os poetas são seres abdicados desta.
Pobres mortais...
Mal sabem que no fundo os poetas são navios de fé a deriva
Perderam-se no norte do acreditar e buscam um horizonte
Envergonham-se em silêncio desse crer na humanidade
Guardam sorrisos cabisbaixos diante da descrença em si
Dividem com o espelho os olhos embargados de lágrimas
E acreditam que nas horas de sono terão a ansiada paz
O mundo é surdo... É cego... Mudo em sua tola ignorância
Lamento não ter lágrimas para escrever tais palavras
Embrutecida a alma e dilapidado o coração, busco sentido
Encontrar uma fuga nessa estrada sinuosa e escura
E repito a todo momento que não posso mais ter saudade
Do que se foi e do que virá...
Que os novos ventos do porvir ousem balançar meu velho tronco
Livrando-me das folhas secas do passado
E que eu possa escutar meus passos pisando em tais folhas
Deixando para trás o velho inverno espalhado pela calçada da alma
Enquanto meus olhos observam as flores do futuro brotar
Orando em silêncio para nunca desaprender do velho dom de sonhar.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Do fundo da minha alma...
Do fundo da minha alma eu desejo
Dias mais longos de primavera
Noites de amor eternas ao lado de um bem
Bolhas de sabão inundando a avenida
Estourando no peito arfante dos transeuntes
Do fundo da minha alma eu desejo
Menos pobreza material e mais riqueza humana
Mais sorrisos sinceros e abraços sem hora
Uma menininha de vermelho rodopiando numa praça
Caçando borboletas e arremessando sonhos aos passantes
Do fundo da minha alma eu desejo
Que a vida fosse mais sincera como a morte
Não prega peças e é fato resoluto com suas lágrimas destiladas
É a criação mais sincera do Divino após a humanidade
E não haveria fim mais poético para a mesma senão a morte
Do fundo da minha alma eu desejo
Que se pudesse falar o que sente sem medo
Sem repreender as palavras que transbordam o coração
Inundam nossa alma até não mais restar emoção
Nos afogamos em nós ao nos calarmos para o mundo
Do fundo da minha alma eu desejo
Que a eterna saudade do desconhecido nunca se apague
O constante sentimento de existir não me abandone
Mas haverá dias que sei que faltarão pernas pra me sustentar
Queira Deus então que não me faltem lágrimas para abrasar a alma
Do fundo da minha alma eu desejo
Que nunca me falte essa vaidade tola
Essa necessidade extrema de ter pequenas coragens
De crer que não sou um saco de palavras soltas
Flutuando num universo sem sentido e propósito
Do fundo da minha alma eu desejo
Em crer que a poesia é meu olhar nos olhos do mundo
Que além do grito de desespero, ela é a salvação
A misericórdia divina atuando na minha alma embrutecida
Mantendo viva a centelha da eternidade da alma
Do fundo da minha alma eu desejo
Que tudo isso não seja só um sonho
Onde não se pode perder uma coisa simples e rara
É a luz indecifrável que permeia meu ser em súplica
E é aquilo que desejo que nunca se perca em cada um de nós...
ESPERANÇA
Dias mais longos de primavera
Noites de amor eternas ao lado de um bem
Bolhas de sabão inundando a avenida
Estourando no peito arfante dos transeuntes
Do fundo da minha alma eu desejo
Menos pobreza material e mais riqueza humana
Mais sorrisos sinceros e abraços sem hora
Uma menininha de vermelho rodopiando numa praça
Caçando borboletas e arremessando sonhos aos passantes
Do fundo da minha alma eu desejo
Que a vida fosse mais sincera como a morte
Não prega peças e é fato resoluto com suas lágrimas destiladas
É a criação mais sincera do Divino após a humanidade
E não haveria fim mais poético para a mesma senão a morte
Do fundo da minha alma eu desejo
Que se pudesse falar o que sente sem medo
Sem repreender as palavras que transbordam o coração
Inundam nossa alma até não mais restar emoção
Nos afogamos em nós ao nos calarmos para o mundo
Do fundo da minha alma eu desejo
Que a eterna saudade do desconhecido nunca se apague
O constante sentimento de existir não me abandone
Mas haverá dias que sei que faltarão pernas pra me sustentar
Queira Deus então que não me faltem lágrimas para abrasar a alma
Do fundo da minha alma eu desejo
Que nunca me falte essa vaidade tola
Essa necessidade extrema de ter pequenas coragens
De crer que não sou um saco de palavras soltas
Flutuando num universo sem sentido e propósito
Do fundo da minha alma eu desejo
Em crer que a poesia é meu olhar nos olhos do mundo
Que além do grito de desespero, ela é a salvação
A misericórdia divina atuando na minha alma embrutecida
Mantendo viva a centelha da eternidade da alma
Do fundo da minha alma eu desejo
Que tudo isso não seja só um sonho
Onde não se pode perder uma coisa simples e rara
É a luz indecifrável que permeia meu ser em súplica
E é aquilo que desejo que nunca se perca em cada um de nós...
ESPERANÇA
terça-feira, 27 de setembro de 2011
A Lua dos Desconhecidos
Texto escrito a 4 mãos com a caríssima Janaína da Cunha! Espero que apreciem!
Dois desconhecidos,unidos por uma misteriosa unção
Aliados ao própósito de fazer uma ode a beleza daquela que ilumina a noite sombria
Que traz luz aos amantes em seus lençóis
Onde tecidos e corpos se misturam tomando única forma
Dois desconhecidos... duas almas que se encontram nas esquinas do coração
Não há nada, nem ninguém
Apenas a fome do desejo
No céu as estrelas murmuram sonhos, ilusões...
E os dois amantes poetizam chamas nas carnes nuas
Sob o olhar apaixonado da lua...
Dois desconhecidos... Envoltos numa penumbra sensual com seus corpos desnudos
Tudo que os guia são suas almas entrelaçadas
A luz adentra o quarto através das cortinas
Descortinando seus gozos latentes e iminentes
Ansiosos a cada palavra dita e não dita em seus silêncios
Dois desconhecidos... dois olhares que mergulham num oceano de mistérios
Como ondas que vem, como ondas que vão
Sinuosa sintonia, sussurros que elevam o pensamento além dos sentidos...
A garrafa de vinho, esquecida no chão...
Os corpos se enlaçam numa dança, louca, impulsiva!
Diminui a razão...
E a ânsia explode em murmúrios de poesia!
Dois desconhecidos... numa dança onde somentes eles ouviam a canção
De tão ensandecidos que seus corpos estavam trouxeram inveja à Criação!
O universo teve de parar para admirar a dança do poeta e sua musa
O silêncio perpetuou sua união em lascívia, tesão e tortura
O suor escorria de seus corpos tal qual as palavras escorrem nas folhas da poesia
Ousaram criar, transcender e profanar!
E num salto em um abismo do universo de seus corpos
Encontraram nos braços um do outro o refúgio ansiado da necessidade indolente do querer!
Dois desconhecidos... bebendo da fonte suprema de Dioníso!
Não há Santos... pois o pecado devora a santidade.
Não há Pecadores... pois a santidade devora o pecado.
Só existem dois amantes ultrapassando todos os limites das vãs filosofias!
O poeta e sua musa violam os rituais mortais
Elevando a busca da alma em versos...
Versos esquecidos em livros proibidos...
Versos desvendados num infinito desmistificado... profético!
As horas correm soltas...
Os corpos exalam um perfume ébrio!
Dois desconhecidos... Seus corpos se perderam um no outro
Contra as convenções mundanas criaram o seu tempo
Um tempo sem dono, sem marcas e aspirações
Entre desejos proibidos e uma humanidade insaciável
Dois seres deixaram de Estar para, e por fim, Haver!
Somente exisitiam em si e para si!
Não haveria de ser memorável, pois memórias se apagam
Para eles haveria de ser inefável!
E ainda mais, como tudo que jamais poderá ser apagado,
Para eles seria indelével.
Dois desconhecidos... o poeta e sua musa...
Sem promessas, só o toque... o desejo... o deleite!
Na cama, um redemoinho de sentimentos faz o tempo parar no espaço...
A chama incendeia a consciência... o tudo... o nada!
Um tempo sem dono, sem restrições!
E o pudor explode num terremoto de erotismo!
Lá fora, o sol tímido anuncia o despertar de um novo dia para os pobres mortais...
No altar das santas profanidades,
O poeta e sua musa, descansam... unidos num casulo afável...
Descansando sob o olhar prazeroso de Dionísio.
Dois desconhecidos,unidos por uma misteriosa unção
Aliados ao própósito de fazer uma ode a beleza daquela que ilumina a noite sombria
Que traz luz aos amantes em seus lençóis
Onde tecidos e corpos se misturam tomando única forma
Dois desconhecidos... duas almas que se encontram nas esquinas do coração
Não há nada, nem ninguém
Apenas a fome do desejo
No céu as estrelas murmuram sonhos, ilusões...
E os dois amantes poetizam chamas nas carnes nuas
Sob o olhar apaixonado da lua...
Dois desconhecidos... Envoltos numa penumbra sensual com seus corpos desnudos
Tudo que os guia são suas almas entrelaçadas
A luz adentra o quarto através das cortinas
Descortinando seus gozos latentes e iminentes
Ansiosos a cada palavra dita e não dita em seus silêncios
Dois desconhecidos... dois olhares que mergulham num oceano de mistérios
Como ondas que vem, como ondas que vão
Sinuosa sintonia, sussurros que elevam o pensamento além dos sentidos...
A garrafa de vinho, esquecida no chão...
Os corpos se enlaçam numa dança, louca, impulsiva!
Diminui a razão...
E a ânsia explode em murmúrios de poesia!
Dois desconhecidos... numa dança onde somentes eles ouviam a canção
De tão ensandecidos que seus corpos estavam trouxeram inveja à Criação!
O universo teve de parar para admirar a dança do poeta e sua musa
O silêncio perpetuou sua união em lascívia, tesão e tortura
O suor escorria de seus corpos tal qual as palavras escorrem nas folhas da poesia
Ousaram criar, transcender e profanar!
E num salto em um abismo do universo de seus corpos
Encontraram nos braços um do outro o refúgio ansiado da necessidade indolente do querer!
Dois desconhecidos... bebendo da fonte suprema de Dioníso!
Não há Santos... pois o pecado devora a santidade.
Não há Pecadores... pois a santidade devora o pecado.
Só existem dois amantes ultrapassando todos os limites das vãs filosofias!
O poeta e sua musa violam os rituais mortais
Elevando a busca da alma em versos...
Versos esquecidos em livros proibidos...
Versos desvendados num infinito desmistificado... profético!
As horas correm soltas...
Os corpos exalam um perfume ébrio!
Dois desconhecidos... Seus corpos se perderam um no outro
Contra as convenções mundanas criaram o seu tempo
Um tempo sem dono, sem marcas e aspirações
Entre desejos proibidos e uma humanidade insaciável
Dois seres deixaram de Estar para, e por fim, Haver!
Somente exisitiam em si e para si!
Não haveria de ser memorável, pois memórias se apagam
Para eles haveria de ser inefável!
E ainda mais, como tudo que jamais poderá ser apagado,
Para eles seria indelével.
Dois desconhecidos... o poeta e sua musa...
Sem promessas, só o toque... o desejo... o deleite!
Na cama, um redemoinho de sentimentos faz o tempo parar no espaço...
A chama incendeia a consciência... o tudo... o nada!
Um tempo sem dono, sem restrições!
E o pudor explode num terremoto de erotismo!
Lá fora, o sol tímido anuncia o despertar de um novo dia para os pobres mortais...
No altar das santas profanidades,
O poeta e sua musa, descansam... unidos num casulo afável...
Descansando sob o olhar prazeroso de Dionísio.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Um Trem para as Estrelas
O corpo já ébrio observava o horizonte
Escuro, cinza, soturno e belo
O corpo escorrendo pela cadeira tal qual o suor
Suor que escorria da garrafa da cerveja quente
Os sons da madrugada silenciosa o invadiam
Ressonavam nas paredes do quarto
Se jogavam loucamente em seu peito
Que mais parece a velha rodoviária da cidade
Aportando e abrigando sentimentos perdidos
Choros mal destilados e copos meio vazios
Nesta noite apenas uma estrela ousou brilhar
Desafiava os sentimentos deste pobre errante
Que de tanto insistir seus olhos não mais queriam cerrar
Eles pareciam querer lhe fazer esperar o inusitado
Olhava o relógio e não haviam mais números
Estes deram lugar a sentimentos que de hora em hora o acometiam
A madrugada começara a se tornar longa...
A respiração trôpega...
Sem se dar conta em sua face uma única lágrima escorreu
Ao pingar em seu peito a olhou com um breve sorriso
Sentiu então o sol surgir no horizonte
Seus olhos da noite então se fecharam lentamente
Outra lágrima surgiu de repente e recolheu seu corpo
Pensou alto consigo em seus sonhos infantis e tolos
Tudo que eu queria nessa noite era pegar um trem para as estrelas...
domingo, 4 de setembro de 2011
O Caminho (Entre a Vida e a Morte...Amor!)
O ser humano é uma incógnita em seu egoísmo
Em constante cegueira prefere viver à margem
Crendo em suas frações de eternidade sofrível
Dando as mesmas proporções de base inverossímil.
Alimentando as lamúrias e regando sua alma de lágrimas
Falta mais humildade, mais humanidade...
Consciência histórica, material e social de existência
Maior que o universo externo em seu horizonte infindo,
Somente as estradas que traçam o espírito de cada ser.
Basta fechar os olhos e retroceder na história de nós
A vida é feita de frações, fragmentos e peças
E somente no tabuleiro da vida podemos entendê-las, encaixá-las...
Nos constituímos de frações de felicidade, fragmentos de sorrisos
Lampejos de experiências atravessando a existência a cada segundo
Em cada fração tudo foge do controle de ser para somente estar
Não há receita para viver nem caminho certo a percorrer
O nosso poder de crer nos guia pela estrada incerta do existir
A certeza de hoje pode vir a baixo na alvorada do porvir
É fácil ter em mente palavras que expressem uma opinião
Dar significado e transformá-las em ação... Ah, isso é pra poucos!
É tornar o tempo incoercível nosso maior confidente
Andar lado a lado com a paciência do cotidiano
E conviver com a impaciência de nascer sabendo que o fim é a garantia
Morrer é o privilégio que cabe ao nosso humilde viver.
Mas amar acima de tudo nós mesmos é o meio, o caminho.
É onde nos perdemos para nos encontrar em direção ao fim.
O início começa em nascer mas, com toda certeza vos afirmo:
Somente pelo amor há de se encontrar o caminho para a eternidade do viver!
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