domingo, 20 de março de 2011

Samba da Saudade

No pobre peito sofre uma dor sem tamanho
A cruel saudade que invade de rompante a cada dia
E ao som de um samba se esboça um sorriso
Um riso de nostalgia assim brota
Dos tempos de outrora
Da felicidade que ficou pra trás
E descubro que samba é que nem saudade
É chorar de alegria e se encantar
Ver que ambos nascem de um lugar sem endereço
Que só os que amam sabem cantar
Quem conhece a paixão sabe falar
Esse lugar fica dentro do peito dos amantes
Ah, o pobre coração...

domingo, 13 de março de 2011

O perdão

A cama regurgita meu corpo cansado
Minha mente grita e me rouba o sono
A saudade aperta o peito incansávelmente
Fazendo a consciência extrapolar seus limites humanos
Me joga na arena dos leões que são os fantasmas de minh'alma
E preciso domá-los, preciso não ter medo
Preciso aprender a perdoar...
A primeira lição é me perdoar...
O mestre do mestres ainda que na cruz
Nos provou a razão de abrir mão da divindade
E se juntar a nós no caminhar da humanidade
Nos deu o exemplo a ser seguido
E ainda sim, pela nossa humanidade falha, o julgamos
Na cruz foi colocado, pelos seus foi traído
Pelos seus foi negado...
Sublimemente, em seu maior sofrimento
Eis que ali ele nos deu o seu maior exemplo
Proferiu para o mais Alto o seu rogar:
"Pai, perdoai-os, porque não sabem o que fazem"
Há quem diga que perdoar é o modo mais sublime de crescer
E pedir perdão é o modo mais sublime de se levantar
Hoje sei que preciso me libertar das amarras
Que a culpa não me levará ao caminho acertivo
Tomado pelo exemplo do Cristo, hei de conseguir meu perdão
Hei de olhar para meu espírito novamente com júbilo
Pois só aprende a dormir bem quem aprende a repousar dentro de si
Quem não cria pontes em sua mente adoece na alma
Faz descompassar o coração e se perde nas tramas da emoção
Sentir essa angústia é um privilégio dos vivos
É um dos pequenos preços que pagamos pelo dom da vida
Agradeço aos céus por hoje viver uma saudade imensa
Fico em paz por buscar o perdão
Pois dessa forma sei que conseguirei conhecer a felicidade
E ao ser perdoado, também poderei perdoar
Só há de conhecer a luz e distinguí-la aquele que um dia,
Inevitavelmente, já caminhou pelas estradas da escuridão da alma
Obrigado, Senhor, mais uma vez, pela frágil humanidade!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Outrora poeta...

Outrora já fui poeta
Já descrevi as sombras da minha psique
As angústias que arrebatam meu ser
Fui fragmento, descompasso
Choro e fracasso
E no meio destas tortuosas trilhas percorridas e a percorrer
Somente o amor me fazia crer no porvir
Era a força motriz da minha existência
Um amor que superara o amor próprio
Que havia se tornado o alicerce da minha alma
Hoje não sou mais poeta
A poesia de outrora deu lugar ao vazio
A fonte de inspiração da qual me nutria
E que através desta renascia... Secou...
Ao caminhar em minha própria existência
Me perdi pois a perdi!
Hoje o poeta deu lugar ao caminhante
Um caminhante das estradas do conhecimento
Do auto conhecimento
Pois se em mim me perdi, hei de em mim me encontrar
E quem sabe numa nova fonte hei de beber e novamente renascer
E nunca me esquecer da primeira fonte que bebi
Que foi e ainda é a razão da minha poesia
Única e eterna, num amor inigualável
Dentro de mim, um jardim de beleza estonteante e inabalável
Que nem mesmo a maldade do tempo
E as sombras maliciosas da alma poderão apagar.

terça-feira, 1 de março de 2011

Recônditos da Psique

Se hoje olho pro meu presente, tenho algumas certezas acerca de meu futuro...

A vida é longuíssima para se errar, mas assombrosamente curta para se viver. A consciência da brevidade da vida perturba a vaidade dos meus neurônios e me faz ver que sou um caminhante que cintila nas curvas da existência e se dissipa aos primeiros raios do tempo. 
Nesse breve intervalo entre cintilar e dissipar, ando à procura de quem sou. Procurei-me em muitos lugares, mas me achei num lugar anônimo, no único lugar onde as vaias e os aplausos são a mesma coisa, o único lugar onde ninguém pode entrar sem permitirmos, nem nós mesmos.
Acerca do futuro, que eu nunca precise proferir tais palavras:

"Ah! Se eu pudesse retornar no tempo! Conquistaria menos poder e teria mais poder de conquistar. Beberia algumas doses de irresponsabilidade, me colocaria menos como aparelho de resolver problemas e me permitiria relaxar, pensar no abstrato, refletir sobre os mistérios que me cercam."
"Se eu pudesse retornar no tempo, procuraria meus amigos da juventude. Onde estão? Quem está vivo? Eu os procuraria e reviveria as experiências singelas colhidas no jardim da simplicidade, onde não havia ervas daninhas do status nem a sedução do poder financeiro."
"Se eu pudesse retornar, daria mais telefonemas para a mulher da minha vida nos intervalos das reuniões. Procuraria ser um profissional mais estúpido e um amante mais intenso. Seria mais bem-humorado e menos pragmático, menos lógico e mais romântico. Escreveria poesias tolas de amor. Diria mais vezes 'Eu te Amo!'. Reconheceria sem medo: 'Perdoe-me por trocá-la pelas reuniões de trabalho! Não desista de mim'.
"Ah, se eu pudesse retornar nas asas do tempo! Beijaria mais meus filhos, brincaria muito mais, curtiria sua infância como a terra seca absorve a água. Sairia na chuva com eles, andaria descalço na terra, subiria em árvores. Teria menos medo que se ferissem e gripassem, e mais medo de que se contaminassem com o sistema social. Seria mais livre no presente e menos escravo do futuro. Trabalharia menos para lhes dar o mundo e me esforçaria muito mais para lhes dar o meu mundo."

O passado é meu algoz, não me permite o retorno, mas o presente levanta generosamente meu semblante decaído e me faz enxergar que não posso mudar o que fui, mas posso construir o que serei. Podem me chamar de louco, psicótico, maluco, não importa. O que importa é que, como todo mortal, um dia terminarei o show da existência no pequeno palco de um túmulo, diante de uma platéia em lágrimas.
Nesse dia, não quero que digam: "Eis que nesse túmulo repousa um homem rico, famoso e poderoso, cujos feitos estão nos anais da história". E nem que digam: "Eis que jaz nele um homem ético e justo". Pois isso é mera obrigação. Mas espero que digam: "Eis que nesse túmulo repousa um simples caminhante que entendeu um pouco do que é ser um ser humano, que aprendeu um pouco a ser apaixonado pela humanidade e conseguiu um pouco vender sonhos para outros passantes...".

Fica a pergunta para todos nós refletirmos: "Como se achar sem nunca se perder?"

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Se eu fosse chuva...

Ao olhar para o céu vi minha pequenez
E imaginei em como poderia bailar no imenso azul
Brincar de fazer formas e me perder em seu horizonte infindo
Perder de forma tal onde não pudesse me encontrar
Nos dias tristes, ficaria envolto em tempestades
E nos momentos de paz abrasaria a humanidade com o calor acolhedor
Imaginei que poderia ser como as nuvens
Que são levadas pelo vento sem rumo certo
Ou que pudesse ser apenas o trovão
E que com meu brado implacável afastaria todo o mal
Mas não era suficiente...
Que tal ser como os raios tempestuosos?
Com seu brilho e força rasgam os céus
Rompendo e transpondo tudo que estiver em seu caminho
E caem onde o destino assim quiser...
Podia ser o vento, que tem o dom de arrefecer ou de aplacar
De tocar o semblante de quem amo sem se identificar
E assim fazê-la sorrir sem notar que estava ali todo o tempo
Ou ser como a chuva, que através de suas dóceis gotas
Percorreria cada centímetro de sua pele
Deslizando em cada curva
Sentindo seus dedos me secarem em sua face
Escorrendo em seus cabelos que não ouso esquecer o perfume
A escolha está feita
Esta noite irei ajoelhar e me remeter ao mesmo céu que antes observara
E diante de sua grandeza suplicarei que me torne chuva
Que eu seja merecedor...
Por um dia apenas...
Um dia apenas...

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Ação e Reação - Uma Ode Entusiástica em Nossas Vidas

Se hoje posso dar algum conselho a quem quer que ainda leia este espaço para meus pensamentos e etc, o conselho é que considerem em 100% do tempo de suas vidas a lei da física ( e também da vida ) Ação e Reação.


Cada escolha significa uma renúncia inevitavelmente. Cada ação irá gerar uma reação de igual proporção ou maior. Sabedoria para estas, poucos realmente tem.


Ponderem em suas consciências e almas tudo aquilo que desejam, anseiam e pensam. Avaliem os meios que utilizarão para alcançá-los. Não se deixem perder pelas frivolidades cotidianas. Não sejamos estúpidos de colocar em risco a construção de uma vida por uma decisão impensada.


Ter condições para aguentar as reações demanda profunda sabedoria e perspicácia. Invistam em conhecer melhor a si próprios. Será que estamos preparados para lidar com a demanda?


Se um dia acontecer com vocês e se sentirem perdidos, sós ou sem direção, tenham certeza, é um processo completamente natural. Mas o conformismo nessa situação nunca poderá ser em suas vidas. Lembrem disso, pois é importante!


Em certo momento o filósofo Gilles Deleuze citou uma frase que cai como uma luva para este tipo de situação. Segue a seguir a frase:


"Estar só é falar por si mesmo, é não ter diante de si, nem atrás de si, algo que lhe ampare, que lhe sustente; é não representar ou ser representado por algo. Rejeição é repulsa, desaprovação. Estar só não implica em rejeição e esta não leva necessariamente à solidão"


Vamos fugir do conformismo que nos colocamos em nossa solidão. Tenhamos certeza que somos infinitamente maiores que isso e que nada pode mudar essa circunstância a não ser nós mesmos. Solidão não é condição. Solidão é significado! O que sua solidão significa pra você? 


Pensemos na seguinte frase: 


"O verdadeiro lugar de nascimento é aquele em que lançamos um olhar inteligente sobre nós mesmos!"


Sempre é hora de lançarmos outro olhar pra nós mesmos e renascermos de uma situação que sempre nos pareceu fadada a não mudar. A única coisa insubstituível em nossas vidas somos nós. Dentro de nossa eternidade enquanto espíritos só carregamos o conhecimento adiante e nada mais. E este é imaterial, não tem peso físico mas é extremamente enriquecedor. 


Pensem que a cada dia que acordamos nós não somos, mas estamos. Já dizia Heráclito de Éfeso que não se pode entrar duas vezes num mesmo rio, já que o rio não seria mais o mesmo e nem aquele que o adentrou. Ou seja, somos eterno fluxo. Somos movimento e mudança. Somos luz e escuridão. Somos homem e animal. Somos o ser e o não-ser. Mas o que realmente importa é o porvir, o devir.


Nos percamos em nós mesmos para que um dia possamos de fato nos encontrar. E quando esse dia chegar, tudo será  diferente. Mais que fé no divino, não percamos a fé em nós mesmos. Não nos percamos na vida ou nas escolhas insensatas. Não se trata de sermos perfeitos, mas de sermos justos e éticos conosco. Não temos obrigação de ser melhor que ninguém, mas temos a obrigação de ser melhores que nós mesmos a cada dia.


Voltando a questão da solidão, o que realmente quero dizer é que invariavelmente esta é inerente simplesmente porque independe de nós. Não há escolha enquanto a isso. Por mais que estejamos cercados de pessoas ou de qualquer coisa, toda atitude e toda ação é só, solitária. E este só nos remete a solidão pelo simples fato que seremos sempre nós os seus responsáveis. Podemos ser o algoz ou o benfeitor. 


Volto a dizer hoje, de forma muito mais sofrível que antes, porém muito mais enriquecido de conhecimento da vida, do ser humano e das relações que mantemos:


"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"


Sei que as lições da vida também se encaixam na solidão que tentei descrever acima e que as experiências são únicas dentro de cada universo existente em cada um de nós. Porém, compartilhar sentimentos ainda sim é enriquecedor e talvez algo possa servir num determinado momento de nossas vidas.


Façamos uma ode à vida, e mais ainda, façamos uma ode ao amor. Podemos ir ainda mais longe e nos aproximar do ideal que quero passar aqui hoje: 


FAÇAMOS UMA ODE AO AMOR PRÓPRIO! 

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Minha Vida

Minha vida, minha poesia
Flor que traz beleza e perfume a meu ser
Da pele tão suave quanto a pétala da rosa
Da inocência da flor que desabrocha
Sem saber quão vil é o mundo que lhe espera
Do sorriso que reflete o sol
Sorriso que ilumina, contagia e inebria
Dona das minhas lágrimas mais sinceras
Razão dos meus sorrisos
Tomaste posse do meu gozo
Perpetuando-se em cada espaço
Adentrando minha alma sem pedir licença
Mas amor não precisa pedir
Tal qual a respiração
Amar-te é involuntário, é natural
És o equilíbrio para meu descompasso
A luz que ilumina meus passos na escuridão
A prova que Deus existe e está perto de mim
Presenteando meus dias com estonteante beleza
Amor sincero e prestante
Que me eleva de forma radiante
E me faz perceber que não existo sem você
Que nasci para o mundo quando aprendi a amar
E somente você eu poderia amar
Porque somos um
E se não fosse você, não seria eu
Não existiria e jamais poderia viver
Você é a minha eternidade
E ainda sim sempre será pouco
Por que meu amor por ti não caberia em tão pouco tempo
Tal qual não há palavras que possam definir
Que só você, somente você e unicamente você
Pode ser a minha mulher
Mais que casar com você, eu quero ir além
Me deixe ser você, viver você e respirar você
Que cada dia juntos seja uma eternidade de sentimentos
Transbordando nossas vidas de plenitude em nosso amor



sábado, 23 de outubro de 2010

Conversando com Deus

Noite a dentro
E aquele conflito, guardado durante o longo dia, transbordou novamente.
Ando, sento, levanto
Nada que eu faça parece amenizar
E acabo diante do espelho, onde tudo começou
E eu que nem sabia, que aquela conversa terminaria, exatamente no lugar onde se iniciou.
O reflexo era turvo
Mas o que estava ali que eu ainda não enxergava?
Após mais uma noite insone a inquietude pairava
Atirava-se no espírito em constante açoite
As velhas perguntas, que instigavam, estimulavam e intrigavam meu ser.
Sempre que me sentia assim, ELE estava ali.
E mesmo nas manhãs, quando o orvalho acariciava minha face, tocando as marcas já permanentes do meu semblante de outrora. ELE estava ali.
Nas lágrimas que sempre haveriam de escorrer, por felicidade ou por sofrer, ELE estava ali!

Nos momentos de júbilo ou onde por certo havia de padecer
Por mais que tudo lhe fizesse crer contra. ELE estava ali!
E por mais que eu evitasse, e mesmo sem saber ao certo o que era, eu o sentia.
Nas perdas inevitáveis ou nas conquistas memoraveis, quando me sentia esquecido e de alma estraçalhada, corpo estremecido e mente entorpecida, lá estava ELE.

Momentos de minha vida se destacavam em fragmentos quase imperceptiveis de um misto de emoções.
É absurdamente surreal, cada momento de minha vida passava diante de meus olhos, refletindo no espelho as minhas verdades.
Revelando-me as minhas assustadoras mentiras, contra mim e contra outros.
E na luta contra ceder, continuar, me permitir, me limitar, repudiar, acreditar;
Tudo estava ali, sempre ali, eu fugia, mas voltava.
Como era pra ser e havia de ser
Mas o entendimento não surgia, as dúvidas retornavam
Oras de pronto, oras tardias
E em um momento, entrelaçando razão e emoção, coerência e absurdo, fatos e mitos, enfim soltei o que estava preso no fundo de minha alma:

 - Por quê mesmo sem vê-lo, você insiste em me acompanhar? Onde está? Como ter certeza de que tudo é verdade?

Eu precisava saber, queria saber, se podia acreditar no que sentia.
E tal qual existe paz no olho de um furacão, meu ser foi invadido por um silêncio como em um rompante.
Instintivamente fechei meus olhos.

E tal qual uma mão, envolta de certezas, correndo por minha alma, e tocando em meus sentidos, uma voz ecoou, de forma firme, porém graciosa:

 - " A resposta está no espelho..."

domingo, 10 de outubro de 2010

Transição

Seguimos sóbrios de racionalidade
Porém, ébrios de humanidade
Nas lacunas do tempo e nos intervalos da memória
Há um oceano de realizações
De sentimentos e emoções
Somos a existência que permeia o vir e o ir
Vir ao mundo, ir deste mundo...
Mundo? Mera ilusão!
Esta vida, outra vida? Quiçá!
Deus? Divindade? Só Deus sabe!
As respostas não estão
As respostas não são
Não há respostas!
Simplesmente há o haver
Existimos, fato!
Nascemos esboçando nosso próprio choro
E morremos levando consigo o choro
Chorar é a catarse do corpo
A súplica do estado de inação da alma
Do regozijo da felicidade
Da perda irreparável
Da conquista memorável
Porém, tudo continua
Indo e vindo
Tudo? Impossível!
Mas a vida perdura
Indolente e sincera
Nos coloca em nossa posição
Onde e sempre, inegavelmente
Somos somente
Transição e queda.

domingo, 27 de junho de 2010

Controle

Você não dorme a noite
O suor insiste em correr
A inquietude toma conta do seu ser
Quem está no controle?

Você acorda apressado
Mal come tal o passo acelerado
Toma a condução sem saber quem te conduz
Quem está no controle?

O dia passa acelerado
Executando tarefas sem pestanejar
Pra alguém que sequer podemos olhar
Quem está no controle?

O corpo dói
A mente cansa
Que tal um "happy hour" ou uma TV?
Quem está no controle?

Em casa, o diálogo é mera reprodução
Do que se passa na tela
Ou do cotidiano sem comoção
Quem está no controle?

Chega a hora de deitar
Colocamos a cabeça no travesseiro
Muitas vezes sequer nos damos ao trabalho de pensar
Quem está no controle?

O sono não chega
As perguntas brotam
Basta começar a pensar
Quem está no controle?

Quando foi a última vez que fui feliz?
Quando foi a última vez que de fato sorri?
Por Deus, não consigo lembrar!
Quem está no controle?

Eu sou?
Eu reproduzo?
O que sou?
Quem está no controle?

Onde comecei?
Onde terminei?
Aonde realmente quero chegar?
Quem está no controle?

Meus dias são contados
Não tenho mais aspirações
Vivemos de ilusões de fatos?
Quem está no controle?

Eu posso escolher?
Minhas escolhas sou eu quem faço?
Me tornei uma máquina?
Quem está no controle?

O sono não veio
O dia insiste em amanhecer
Acabou o tempo pra pensar
Quem está no controle?

Preciso levantar
Correr contra o tempo
Bater a meta e voltar a tempo pra pensar
Quem está no controle?

Me perdi
O cansaço não me deixa pensar
Minha individualidade tenta se encaixar
Quem está no controle?

E você
Já parou pra pensar?
você tem feitos suas escolhas?
Nunca pare de se perguntar

QUEM ESTÁ NO CONTROLE?