Se hoje posso dar algum conselho a quem quer que ainda leia este espaço para meus pensamentos e etc, o conselho é que considerem em 100% do tempo de suas vidas a lei da física ( e também da vida ) Ação e Reação.
Cada escolha significa uma renúncia inevitavelmente. Cada ação irá gerar uma reação de igual proporção ou maior. Sabedoria para estas, poucos realmente tem.
Ponderem em suas consciências e almas tudo aquilo que desejam, anseiam e pensam. Avaliem os meios que utilizarão para alcançá-los. Não se deixem perder pelas frivolidades cotidianas. Não sejamos estúpidos de colocar em risco a construção de uma vida por uma decisão impensada.
Ter condições para aguentar as reações demanda profunda sabedoria e perspicácia. Invistam em conhecer melhor a si próprios. Será que estamos preparados para lidar com a demanda?
Se um dia acontecer com vocês e se sentirem perdidos, sós ou sem direção, tenham certeza, é um processo completamente natural. Mas o conformismo nessa situação nunca poderá ser em suas vidas. Lembrem disso, pois é importante!
Em certo momento o filósofo Gilles Deleuze citou uma frase que cai como uma luva para este tipo de situação. Segue a seguir a frase:
"Estar só é falar por si mesmo, é não ter diante de si, nem atrás de si, algo que lhe ampare, que lhe sustente; é não representar ou ser representado por algo. Rejeição é repulsa, desaprovação. Estar só não implica em rejeição e esta não leva necessariamente à solidão"
Vamos fugir do conformismo que nos colocamos em nossa solidão. Tenhamos certeza que somos infinitamente maiores que isso e que nada pode mudar essa circunstância a não ser nós mesmos. Solidão não é condição. Solidão é significado! O que sua solidão significa pra você?
Pensemos na seguinte frase:
"O verdadeiro lugar de nascimento é aquele em que lançamos um olhar inteligente sobre nós mesmos!"
Sempre é hora de lançarmos outro olhar pra nós mesmos e renascermos de uma situação que sempre nos pareceu fadada a não mudar. A única coisa insubstituível em nossas vidas somos nós. Dentro de nossa eternidade enquanto espíritos só carregamos o conhecimento adiante e nada mais. E este é imaterial, não tem peso físico mas é extremamente enriquecedor.
Pensem que a cada dia que acordamos nós não somos, mas estamos. Já dizia Heráclito de Éfeso que não se pode entrar duas vezes num mesmo rio, já que o rio não seria mais o mesmo e nem aquele que o adentrou. Ou seja, somos eterno fluxo. Somos movimento e mudança. Somos luz e escuridão. Somos homem e animal. Somos o ser e o não-ser. Mas o que realmente importa é o porvir, o devir.
Nos percamos em nós mesmos para que um dia possamos de fato nos encontrar. E quando esse dia chegar, tudo será diferente. Mais que fé no divino, não percamos a fé em nós mesmos. Não nos percamos na vida ou nas escolhas insensatas. Não se trata de sermos perfeitos, mas de sermos justos e éticos conosco. Não temos obrigação de ser melhor que ninguém, mas temos a obrigação de ser melhores que nós mesmos a cada dia.
Voltando a questão da solidão, o que realmente quero dizer é que invariavelmente esta é inerente simplesmente porque independe de nós. Não há escolha enquanto a isso. Por mais que estejamos cercados de pessoas ou de qualquer coisa, toda atitude e toda ação é só, solitária. E este só nos remete a solidão pelo simples fato que seremos sempre nós os seus responsáveis. Podemos ser o algoz ou o benfeitor.
Volto a dizer hoje, de forma muito mais sofrível que antes, porém muito mais enriquecido de conhecimento da vida, do ser humano e das relações que mantemos:
"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"
Sei que as lições da vida também se encaixam na solidão que tentei descrever acima e que as experiências são únicas dentro de cada universo existente em cada um de nós. Porém, compartilhar sentimentos ainda sim é enriquecedor e talvez algo possa servir num determinado momento de nossas vidas.
Façamos uma ode à vida, e mais ainda, façamos uma ode ao amor. Podemos ir ainda mais longe e nos aproximar do ideal que quero passar aqui hoje:
FAÇAMOS UMA ODE AO AMOR PRÓPRIO!
domingo, 20 de fevereiro de 2011
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Minha Vida
Minha vida, minha poesia
Flor que traz beleza e perfume a meu ser
Da pele tão suave quanto a pétala da rosa
Da inocência da flor que desabrocha
Sem saber quão vil é o mundo que lhe espera
Do sorriso que reflete o sol
Sorriso que ilumina, contagia e inebria
Dona das minhas lágrimas mais sinceras
Razão dos meus sorrisos
Tomaste posse do meu gozo
Perpetuando-se em cada espaço
Adentrando minha alma sem pedir licença
Mas amor não precisa pedir
Tal qual a respiração
Amar-te é involuntário, é natural
És o equilíbrio para meu descompasso
A luz que ilumina meus passos na escuridão
A prova que Deus existe e está perto de mim
Presenteando meus dias com estonteante beleza
Amor sincero e prestante
Que me eleva de forma radiante
E me faz perceber que não existo sem você
Que nasci para o mundo quando aprendi a amar
E somente você eu poderia amar
Porque somos um
E se não fosse você, não seria eu
Não existiria e jamais poderia viver
Você é a minha eternidade
E ainda sim sempre será pouco
Por que meu amor por ti não caberia em tão pouco tempo
Tal qual não há palavras que possam definir
Que só você, somente você e unicamente você
Pode ser a minha mulher
Mais que casar com você, eu quero ir além
Me deixe ser você, viver você e respirar você
Que cada dia juntos seja uma eternidade de sentimentos
Transbordando nossas vidas de plenitude em nosso amor
sábado, 23 de outubro de 2010
Conversando com Deus
Noite a dentro
E aquele conflito, guardado durante o longo dia, transbordou novamente.
Ando, sento, levanto
Nada que eu faça parece amenizar
E acabo diante do espelho, onde tudo começou
E eu que nem sabia, que aquela conversa terminaria, exatamente no lugar onde se iniciou.
O reflexo era turvo
Mas o que estava ali que eu ainda não enxergava?
Após mais uma noite insone a inquietude pairava
Atirava-se no espírito em constante açoite
As velhas perguntas, que instigavam, estimulavam e intrigavam meu ser.
Sempre que me sentia assim, ELE estava ali.
E mesmo nas manhãs, quando o orvalho acariciava minha face, tocando as marcas já permanentes do meu semblante de outrora. ELE estava ali.
Nas lágrimas que sempre haveriam de escorrer, por felicidade ou por sofrer, ELE estava ali!
Nos momentos de júbilo ou onde por certo havia de padecer
Por mais que tudo lhe fizesse crer contra. ELE estava ali!
E por mais que eu evitasse, e mesmo sem saber ao certo o que era, eu o sentia.
Nas perdas inevitáveis ou nas conquistas memoraveis, quando me sentia esquecido e de alma estraçalhada, corpo estremecido e mente entorpecida, lá estava ELE.
Momentos de minha vida se destacavam em fragmentos quase imperceptiveis de um misto de emoções.
É absurdamente surreal, cada momento de minha vida passava diante de meus olhos, refletindo no espelho as minhas verdades.
Revelando-me as minhas assustadoras mentiras, contra mim e contra outros.
E na luta contra ceder, continuar, me permitir, me limitar, repudiar, acreditar;
Tudo estava ali, sempre ali, eu fugia, mas voltava.
Como era pra ser e havia de ser
Mas o entendimento não surgia, as dúvidas retornavam
Oras de pronto, oras tardias
E em um momento, entrelaçando razão e emoção, coerência e absurdo, fatos e mitos, enfim soltei o que estava preso no fundo de minha alma:
- Por quê mesmo sem vê-lo, você insiste em me acompanhar? Onde está? Como ter certeza de que tudo é verdade?
Eu precisava saber, queria saber, se podia acreditar no que sentia.
E tal qual existe paz no olho de um furacão, meu ser foi invadido por um silêncio como em um rompante.
Instintivamente fechei meus olhos.
E tal qual uma mão, envolta de certezas, correndo por minha alma, e tocando em meus sentidos, uma voz ecoou, de forma firme, porém graciosa:
- " A resposta está no espelho..."
E aquele conflito, guardado durante o longo dia, transbordou novamente.
Ando, sento, levanto
Nada que eu faça parece amenizar
E acabo diante do espelho, onde tudo começou
E eu que nem sabia, que aquela conversa terminaria, exatamente no lugar onde se iniciou.
O reflexo era turvo
Mas o que estava ali que eu ainda não enxergava?
Após mais uma noite insone a inquietude pairava
Atirava-se no espírito em constante açoite
As velhas perguntas, que instigavam, estimulavam e intrigavam meu ser.
Sempre que me sentia assim, ELE estava ali.
E mesmo nas manhãs, quando o orvalho acariciava minha face, tocando as marcas já permanentes do meu semblante de outrora. ELE estava ali.
Nas lágrimas que sempre haveriam de escorrer, por felicidade ou por sofrer, ELE estava ali!
Nos momentos de júbilo ou onde por certo havia de padecer
Por mais que tudo lhe fizesse crer contra. ELE estava ali!
E por mais que eu evitasse, e mesmo sem saber ao certo o que era, eu o sentia.
Nas perdas inevitáveis ou nas conquistas memoraveis, quando me sentia esquecido e de alma estraçalhada, corpo estremecido e mente entorpecida, lá estava ELE.
Momentos de minha vida se destacavam em fragmentos quase imperceptiveis de um misto de emoções.
É absurdamente surreal, cada momento de minha vida passava diante de meus olhos, refletindo no espelho as minhas verdades.
Revelando-me as minhas assustadoras mentiras, contra mim e contra outros.
E na luta contra ceder, continuar, me permitir, me limitar, repudiar, acreditar;
Tudo estava ali, sempre ali, eu fugia, mas voltava.
Como era pra ser e havia de ser
Mas o entendimento não surgia, as dúvidas retornavam
Oras de pronto, oras tardias
E em um momento, entrelaçando razão e emoção, coerência e absurdo, fatos e mitos, enfim soltei o que estava preso no fundo de minha alma:
- Por quê mesmo sem vê-lo, você insiste em me acompanhar? Onde está? Como ter certeza de que tudo é verdade?
Eu precisava saber, queria saber, se podia acreditar no que sentia.
E tal qual existe paz no olho de um furacão, meu ser foi invadido por um silêncio como em um rompante.
Instintivamente fechei meus olhos.
E tal qual uma mão, envolta de certezas, correndo por minha alma, e tocando em meus sentidos, uma voz ecoou, de forma firme, porém graciosa:
- " A resposta está no espelho..."
domingo, 10 de outubro de 2010
Transição
Seguimos sóbrios de racionalidade
Porém, ébrios de humanidade
Nas lacunas do tempo e nos intervalos da memória
Há um oceano de realizações
De sentimentos e emoções
Somos a existência que permeia o vir e o ir
Vir ao mundo, ir deste mundo...
Mundo? Mera ilusão!
Esta vida, outra vida? Quiçá!
Deus? Divindade? Só Deus sabe!
As respostas não estão
As respostas não são
Não há respostas!
Simplesmente há o haver
Existimos, fato!
Nascemos esboçando nosso próprio choro
E morremos levando consigo o choro
Chorar é a catarse do corpo
A súplica do estado de inação da alma
Do regozijo da felicidade
Da perda irreparável
Da conquista memorável
Porém, tudo continua
Indo e vindo
Tudo? Impossível!
Mas a vida perdura
Indolente e sincera
Nos coloca em nossa posição
Onde e sempre, inegavelmente
Somos somente
Transição e queda.
Porém, ébrios de humanidade
Nas lacunas do tempo e nos intervalos da memória
Há um oceano de realizações
De sentimentos e emoções
Somos a existência que permeia o vir e o ir
Vir ao mundo, ir deste mundo...
Mundo? Mera ilusão!
Esta vida, outra vida? Quiçá!
Deus? Divindade? Só Deus sabe!
As respostas não estão
As respostas não são
Não há respostas!
Simplesmente há o haver
Existimos, fato!
Nascemos esboçando nosso próprio choro
E morremos levando consigo o choro
Chorar é a catarse do corpo
A súplica do estado de inação da alma
Do regozijo da felicidade
Da perda irreparável
Da conquista memorável
Porém, tudo continua
Indo e vindo
Tudo? Impossível!
Mas a vida perdura
Indolente e sincera
Nos coloca em nossa posição
Onde e sempre, inegavelmente
Somos somente
Transição e queda.
domingo, 27 de junho de 2010
Controle
Você não dorme a noite
O suor insiste em correr
A inquietude toma conta do seu ser
Quem está no controle?
Você acorda apressado
Mal come tal o passo acelerado
Toma a condução sem saber quem te conduz
Quem está no controle?
O dia passa acelerado
Executando tarefas sem pestanejar
Pra alguém que sequer podemos olhar
Quem está no controle?
O corpo dói
A mente cansa
Que tal um "happy hour" ou uma TV?
Quem está no controle?
Em casa, o diálogo é mera reprodução
Do que se passa na tela
Ou do cotidiano sem comoção
Quem está no controle?
Chega a hora de deitar
Colocamos a cabeça no travesseiro
Muitas vezes sequer nos damos ao trabalho de pensar
Quem está no controle?
O sono não chega
As perguntas brotam
Basta começar a pensar
Quem está no controle?
Quando foi a última vez que fui feliz?
Quando foi a última vez que de fato sorri?
Por Deus, não consigo lembrar!
Quem está no controle?
Eu sou?
Eu reproduzo?
O que sou?
Quem está no controle?
Onde comecei?
Onde terminei?
Aonde realmente quero chegar?
Quem está no controle?
Meus dias são contados
Não tenho mais aspirações
Vivemos de ilusões de fatos?
Quem está no controle?
Eu posso escolher?
Minhas escolhas sou eu quem faço?
Me tornei uma máquina?
Quem está no controle?
O sono não veio
O dia insiste em amanhecer
Acabou o tempo pra pensar
Quem está no controle?
Preciso levantar
Correr contra o tempo
Bater a meta e voltar a tempo pra pensar
Quem está no controle?
Me perdi
O cansaço não me deixa pensar
Minha individualidade tenta se encaixar
Quem está no controle?
E você
Já parou pra pensar?
você tem feitos suas escolhas?
Nunca pare de se perguntar
QUEM ESTÁ NO CONTROLE?
O suor insiste em correr
A inquietude toma conta do seu ser
Quem está no controle?
Você acorda apressado
Mal come tal o passo acelerado
Toma a condução sem saber quem te conduz
Quem está no controle?
O dia passa acelerado
Executando tarefas sem pestanejar
Pra alguém que sequer podemos olhar
Quem está no controle?
O corpo dói
A mente cansa
Que tal um "happy hour" ou uma TV?
Quem está no controle?
Em casa, o diálogo é mera reprodução
Do que se passa na tela
Ou do cotidiano sem comoção
Quem está no controle?
Chega a hora de deitar
Colocamos a cabeça no travesseiro
Muitas vezes sequer nos damos ao trabalho de pensar
Quem está no controle?
O sono não chega
As perguntas brotam
Basta começar a pensar
Quem está no controle?
Quando foi a última vez que fui feliz?
Quando foi a última vez que de fato sorri?
Por Deus, não consigo lembrar!
Quem está no controle?
Eu sou?
Eu reproduzo?
O que sou?
Quem está no controle?
Onde comecei?
Onde terminei?
Aonde realmente quero chegar?
Quem está no controle?
Meus dias são contados
Não tenho mais aspirações
Vivemos de ilusões de fatos?
Quem está no controle?
Eu posso escolher?
Minhas escolhas sou eu quem faço?
Me tornei uma máquina?
Quem está no controle?
O sono não veio
O dia insiste em amanhecer
Acabou o tempo pra pensar
Quem está no controle?
Preciso levantar
Correr contra o tempo
Bater a meta e voltar a tempo pra pensar
Quem está no controle?
Me perdi
O cansaço não me deixa pensar
Minha individualidade tenta se encaixar
Quem está no controle?
E você
Já parou pra pensar?
você tem feitos suas escolhas?
Nunca pare de se perguntar
QUEM ESTÁ NO CONTROLE?
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
2010
Fugindo um pouco do formato textual que mantenho no blog, vou escrever aleatóriamente neste post, iniciando o ano de 2010 no velho e empoeirado "Pensamentos & Etc..."
Fazendo uma breve restrospectiva do meu ano de 2009, a medida que encontro talvez não seja das mais positivas. Se for ainda mais criterioso, pouquíssimo positiva mesmo. Um ano que foi marcado por mais perdas que ganhos.
Durante boa parte do passado ano, mastiguei, relutante, algumas desventuras e decepções sem conseguir engolí-las. Cada dia que se passava mais parecia um fardo, um suplício, que não obstante, vinha acompanhado de uma prece para que chegasse logo ao fim.
Cada dia se tornava uma infinda estrada onde me deparava com dúvidas, incertezas, ódio, raiva, decepção e uma gama de sentimentos enlouquecedores. Solidão era cada vez mais certa, mesmo se estivesse no meio de uma multidão ou cercado por aqueles tem apreço e amor por mim.
As palavras ditas não faziam sentido e a vontade de seguir em frente era cada vez mais fraca, como um rio que tem sua nascente obstruída, tornando-o um mero filete sem força e vida.
Não sabia ao certo se estava perdendo a fé no Divino, ou pior ainda, em mim mesmo.
Imerso em reflexões, buscando algo que fizesse sentido, me deparei com uma frase de Nietzsche muito interessante, que parecia vir a calhar na atual circunstância:
"A grandeza do homem consiste em que ele é uma ponte e não um fim; o que nos pode agradar no homem é ele ser transição e queda."
Parece óbvio quando lemos, e de fato o é. Porém, nos situarmos enquanto indivíduos em eterna transição e queda é um dos grandes desafios da vida, creio eu.
Somente quando nos situamos nessa circunstância é que de fato aprendemos o caminho para lidar com as transições e levantar-nos das inevitáveis quedas reservadas em nossas vidas.
Tendemos a encarar a vida seguindo um estilo "ver pra crer", quando na verdade deveria ser o contrário: "Crer para ver". E não é um crer somente em Deus ou em qualquer divindade que alguém possa acreditar. Trata-se da crença em si próprio e de enxergar-se enquanto potência de mudança e transformação.
A dialética com o mundo é rica, intensa, nos trazendo infinitas experiências, gerando expectativas... Enfim, um infinito de possibilidades, tanto para bem e bom, quanto para mal e mau.
Após essas conclusões, não enxergo 2010 simplesmente como mais um ano que passa, mas sim como mais uma chance e oportunidade de mudança. Pode soar piegas, clichê, demodê, mas talvez seja exatamente isso que falta nas pessoas.
Nós esquecemos como é ser ser humano. E pior, esquecemos que o maior inimigo que podemos ter em nossas vidas somos nós mesmos...
Como por muitas vezes grandes lições estão no mais descabido ou inesperado, deixo para vocês lerem através do link abaixo um pequeno trecho (porém fantástico) do livro Pequeno Príncipe, de Saint Exupéry.
Todos os dias tentarei lembrar disso e espero que possam se lembrar também. Fiquem com Deus e que 2010 traga à cada um de vocês um novo universo de sentidos!
"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas!"
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Angústia a 4 Mãos
A madrugada é meu berço
Em suas sombras e horas infinitas
Em cada copo e cada cigarro uma angústia
Em cada lágrima não chorada um pesar
A cada novo dia mais angústias a se acumular
em cada minuto que se passa, sinto as sombras em meu coração enxer,
como um pássaro preso, aonde luz no olhar, não existe mais,
em certos momentos, a morte parece ser a única saída,
o único alívio, para as dores que sente-se no fundo d'alma
Como um bicho preso atrás de grades invisíveis
Atordoantes e inquietantes para o espírito
Buscando saídas no descabido e sem sentido
Esvaindo forças que já não mais existem
Sendo imagem sem reflexo num espelho despedaçado
Tornando-me a imagem de um ser estilhaçado
percebendo que tudo não passa de ilusão
que os sentimentos, só ferem
que a "liberdade", é uma farsa
tentando achar uma forma de se conseguir um sorriso,
mesmo que não seja falso
mesmo que por um instante, acreditando em futilidades,
apenas para poder desfrutar, mesmo que de forma ilusória,
de um momento de felicidade
Porque pessoas como nós carregam um fardo
Ou talvez uma benção
Não somos pessimistas, quiçá negativistas
Somos sinceros no pensamento
E na poesia externamos o sentimento
Não nos entitulem derrotistas
Por mais duro que possamos parecer,
Somos apenas realistas!
Texto escrito com o amigo Deyvid Garreto
Em suas sombras e horas infinitas
Em cada copo e cada cigarro uma angústia
Em cada lágrima não chorada um pesar
A cada novo dia mais angústias a se acumular
em cada minuto que se passa, sinto as sombras em meu coração enxer,
como um pássaro preso, aonde luz no olhar, não existe mais,
em certos momentos, a morte parece ser a única saída,
o único alívio, para as dores que sente-se no fundo d'alma
Como um bicho preso atrás de grades invisíveis
Atordoantes e inquietantes para o espírito
Buscando saídas no descabido e sem sentido
Esvaindo forças que já não mais existem
Sendo imagem sem reflexo num espelho despedaçado
Tornando-me a imagem de um ser estilhaçado
percebendo que tudo não passa de ilusão
que os sentimentos, só ferem
que a "liberdade", é uma farsa
tentando achar uma forma de se conseguir um sorriso,
mesmo que não seja falso
mesmo que por um instante, acreditando em futilidades,
apenas para poder desfrutar, mesmo que de forma ilusória,
de um momento de felicidade
Porque pessoas como nós carregam um fardo
Ou talvez uma benção
Não somos pessimistas, quiçá negativistas
Somos sinceros no pensamento
E na poesia externamos o sentimento
Não nos entitulem derrotistas
Por mais duro que possamos parecer,
Somos apenas realistas!
Texto escrito com o amigo Deyvid Garreto
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Fragmentos
Mais uma noite que cai no Rio de Janeiro
Junto uma chuva impertinente
No ar há uma melancolia, talvez tristeza
O cheiro do asfalto quente e molhado
A velocidade dos passos aumenta
Faces anônimas misturam chuva e suor
Num ir e vir trôpego e descompassado
A luz reflete nas gotas da janela
Brincando de cores e formas em meio ao caos
As impacientes buzinas ecoam na grande avenida
Tal qual o peão acelerando o passo da boiada
Mais do que pessoas, universos paralelos
Coexistindo na mesma realidade
A água escorre se arrastando pelo meio fio
Levando consigo um pouco de tudo
A sujeira, o suor, as lágrimas...
Como uma veia aberta a sangrar
Esvaindo fragmentos de vidas que não cansam
E insistem em passar.
Junto uma chuva impertinente
No ar há uma melancolia, talvez tristeza
O cheiro do asfalto quente e molhado
A velocidade dos passos aumenta
Faces anônimas misturam chuva e suor
Num ir e vir trôpego e descompassado
A luz reflete nas gotas da janela
Brincando de cores e formas em meio ao caos
As impacientes buzinas ecoam na grande avenida
Tal qual o peão acelerando o passo da boiada
Mais do que pessoas, universos paralelos
Coexistindo na mesma realidade
A água escorre se arrastando pelo meio fio
Levando consigo um pouco de tudo
A sujeira, o suor, as lágrimas...
Como uma veia aberta a sangrar
Esvaindo fragmentos de vidas que não cansam
E insistem em passar.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Ritual
No copo a cerveja já quente
A fumaça do cigarro
em espiral constante,
brincando com as formas
desformes dos eternos amantes.
Num labirinto indecente
que marca, nomeia e avante
Nos leva a um caminho
Onde só nós ditamos as regras.
E que regras ditamos
em declínio constante?
As palavras não ditas
e tua sombra se forma
na penumbra desnuda
sob a luz da lua.
Por fim, teu sexo aflora e revela
e na inevitabilidade da noite
O ritual se celebra.
(Parceria de Romulo Narducci - 25/06/2008)
A fumaça do cigarro
em espiral constante,
brincando com as formas
desformes dos eternos amantes.
Num labirinto indecente
que marca, nomeia e avante
Nos leva a um caminho
Onde só nós ditamos as regras.
E que regras ditamos
em declínio constante?
As palavras não ditas
e tua sombra se forma
na penumbra desnuda
sob a luz da lua.
Por fim, teu sexo aflora e revela
e na inevitabilidade da noite
O ritual se celebra.
(Parceria de Romulo Narducci - 25/06/2008)
sábado, 13 de junho de 2009
Silêncio do poeta
Silêncio
Há quem diga ser o mais perfeito som
Tão perfeito que a busca por ele se torna infinda
Horas atordoante e horas acolhedor
O poeta descobre que o silêncio não se limita ao som da vida
E percebe que mesmo que carregue todo o sentimento dentro de si
Não haverão palavras pra expor tudo que sente
Nem sons que traduzam a velocidade de seus pensamentos
Quiçá a velocidade com a qual seu coração bate em tal momento
Sim, há de se respeitar o silêncio
Por mais duro que possa parecer ao poeta
Silêncio não é morte, não é abster-se
Muito menos a inexistência do sentimento que o move
Talvez seja apenas o cansaço de sua pobre e limitada carcaça
Que foi fadada a carregar tamanha sofreguidão
Ah poeta! Tens o dom de amar com todas as suas forças
Ao mesmo tempo que pode praguejar maldições em seu íntimo
Podes ser Deus em seus devaneios
E o mais ínfimo ser que já viveu
Carregas a loucura desenfreada e desvairada
E a lógica, racional e moralizada
Sim poeta, aceite o silêncio
Acalma teu espírito e amansa teus pensamentos
As palavras haverão de surgir
Não há céu enegrecido que um dia o sol não se faça presente
Fazendo novamente a luz surgir
O silêncio há de cessar, e o sentimento voltarás a sentir
E o sentido voltará, os passos encontrarão o compasso
Verás que quando o silêncio soar como o fim
Não se engane com sua indolência
Não deixe que te cegue com sua obscuridade
Tudo é apenas o começo...
Há quem diga ser o mais perfeito som
Tão perfeito que a busca por ele se torna infinda
Horas atordoante e horas acolhedor
O poeta descobre que o silêncio não se limita ao som da vida
E percebe que mesmo que carregue todo o sentimento dentro de si
Não haverão palavras pra expor tudo que sente
Nem sons que traduzam a velocidade de seus pensamentos
Quiçá a velocidade com a qual seu coração bate em tal momento
Sim, há de se respeitar o silêncio
Por mais duro que possa parecer ao poeta
Silêncio não é morte, não é abster-se
Muito menos a inexistência do sentimento que o move
Talvez seja apenas o cansaço de sua pobre e limitada carcaça
Que foi fadada a carregar tamanha sofreguidão
Ah poeta! Tens o dom de amar com todas as suas forças
Ao mesmo tempo que pode praguejar maldições em seu íntimo
Podes ser Deus em seus devaneios
E o mais ínfimo ser que já viveu
Carregas a loucura desenfreada e desvairada
E a lógica, racional e moralizada
Sim poeta, aceite o silêncio
Acalma teu espírito e amansa teus pensamentos
As palavras haverão de surgir
Não há céu enegrecido que um dia o sol não se faça presente
Fazendo novamente a luz surgir
O silêncio há de cessar, e o sentimento voltarás a sentir
E o sentido voltará, os passos encontrarão o compasso
Verás que quando o silêncio soar como o fim
Não se engane com sua indolência
Não deixe que te cegue com sua obscuridade
Tudo é apenas o começo...
Assinar:
Postagens (Atom)